Dia internacional da mulher e como não podia ser diferente, várias matérias originais sobre filhos, violência doméstica e mercado de trabalho. Mas este ano, uma reportagem realmente chamou a minha atenção pelo seu teor (Deve ter sido produzida e editada por algum cavalheiro de boteco).
Ligo a TV no jornal X e vem a chamada: Avanço profissional não diminui as tarefas domésticas das mulheres. Esta conclusão tem como base um estudo realizado pelo IPEA (Instituto de pesquisa econômica aplicada), que mostra que 86,3% das brasileiras com 10 anos ou mais realizam tarefas em casa, enquanto os homens que fazem trabalhos em casa são 45,3%. E que as mulheres gastam em média 24 horas por semana trabalhando em casa, enquanto os homens 9,7 horas.
Até aí, nada de novo. Para rechear a reportagem, fizeram uma enquete com duas senhoras, perguntando a opinião delas em relação aos dados e em seguida colocaram o parecer de uma psicóloga (?). É quando o espetáculo começa.
A primeira mulher entrevistada, responde: ‘É, é ruim, mas fazer o que, né?’. Depois vem o parecer científico, da psicóloga que nunca leu Freud, Maria Luiza Lara: “Necessidades domésticas caem sobre a mulher. Empregada, compras de supermercado, pediatra, dor de barriga... Essas coisas que a criança tem, A MÃE QUE TEM QUE TRATAR”. Terminando com o gran finale da ultima entrevistada: ‘A mulher optou por isso (dupla jornada), agora tem que agüentar!’
Nessa hora eu me perguntei o que é mais nocivo; Essa opinião pública, presa nos grilhões do preconceito e do senso comum ou esse jornalismo medíocre, receita de bolo, que não promove o debate e uma abordagem diferente para um tema tão plural E delicado? Sem falar nesse parecer científico, que estava mais para opinião de batente e que não promoveu esclarecimento e reformulação de pensamento.
Foi triste ver essa abordagem passiva e conformista numa reportagem que tinha tudo para ser boa, nas palavras da cientista social e especialmente nas das próprias mulheres entrevistadas. Esse tipo de pensamento perpetua a idéia da mulher como mártir, e sabe-se que a coisa não deve ser por aí. Não estou levantando a bandeira do feminismo extremo, até por que concepções fechadas não ajudam em nada, apenas penso que respeito e igualdade nos dias de hoje são coisas essenciais para a vida em sociedade, e isso sim deve ser veiculado.
Se de fato esses valores fossem colocados em pratica, as mulheres não precisariam mais de uma data para impor direitos e lembrar de sua luta, e de brinde, não seriam mais premiadas com esses especiais chulos sobre estética, mercado de trabalho e violência doméstica, pois com certeza, ser mulher é muito mais que isso.
"Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade".
(Frida Kahlo)
(Frida Kahlo)
terça-feira, 9 de março de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
A rainha dos corações psicodélicos.
Ela foi a inspiração para grandes canções e também a responsável por inúmeros corações partidos no mundo do rock and roll dos anos 60 e 70. Seu nome é Pattie Boyd. Era modelo, fotógrafa e atriz, dona de uma beleza singular, que alcançou o auge nos anos 60, quando tornou-se requisitada para diversos trabalhos e iniciou o seu envolvimento com a cena musical da época. A bela posou em fotos com bandas como Rolling Stones e fez uma ponta no A hard days night, dos Beatles, ocasião essa em que ela conheceu o Beatle George. O solista não resistiu e se apaixonou pela pequena, vindo a se casar com ela dois anos depois.
O casamento deles pode-se dizer que não foi dos mais felizes, a não ser pelo fato de ter sido a inspiração para a música Something, que é uma das canções mais belas de todos os tempos ou pelo menos a mais bela do Beatles. George Harrison, assim como os outros beatles não era lá muito fiel e o seu envolvimento com o induísmo deixou-o cada vez mais distante de Patty.
Durante esse período, ela fez amizade com o guitarrista Eric Clapton,que até então era amigo de George. Dessa amizade surgiu mais um coração apaixonado e partido. Durante anos, Clapton alimentou um sentimento pela modelo e quase enloqueceu, devido ao abuso de drogas, etc. Essa tortura durou cerca de uns 10 anos e rendeu uma série de músicas que estão no album Layla and other assoted love songs (1970), até que num dia de sol e de saco cheio de mantras e traições, Patty deu um pé na bunda de Harrison e ficou com Clapton.
Os anos que seguiram foram de uma espécie de guerra fria entre Harrison e Clapton (os dois desejavam o coração de Patty) e de novas composições, como Wonderful Tonigh e Pretty Girl.
Patty casou-se com Clapton e teve com ele um relacionamento de 10 anos, conturbado tanto quanto o primeiro, vindo a se separar no final dos anos 80. Clapton e Harrison já tinham voltado a ser amigos e tudo ficou por isso mesmo.
Fora essa estória toda, dizem as más linguas que Mick Jagger também foi apaixonado por Patty, na década de 60. Segundo boatos,ele tentou de tudo pra ficar com ela, mas o seu charme andrógeno não funcionou.
O mais legal desse causo não são as relações em si, as disputas ou intrigas, mas sim o resultado de tudo isso: A criação de uma musa inspiradora para a composição de grandes músicas da história do rock and roll. Pois como vocês bem sabem, não existe poesia sem musa.
Patty Boyd e Rolling Stones.
Com George Harrison
Com Eric Clapton.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
A estréia.
Gente, o show é hoje! A estréia!Parece até coisa de gente importante....
HAHAHA.
Os dois eventos tem o valor de 10 dinheiros e nenhum fim lucrativo para a banda. Tudo pelo bem do nosso roquem roul.
Bom, taí o nosso myspace (clique na palavra, man!), release a algumas mini fotitas de divulgação.
Café com arte, a partir das 22:00. Compareçam e tirem suas próprias conclusões, pois assim como nesse singelo blog, ninguém comentou em rodapé sobre as nossas músicas. Então ou tá muito bom, ou tá muito escroto!
Áh, e domingo lá no antigo liverpool, que agora se chama Cavern Club, a partir das 17:00,seremos descabaçados musicalmente! Espero que não doa!HAHAHA.
Os dois eventos tem o valor de 10 dinheiros e nenhum fim lucrativo para a banda. Tudo pelo bem do nosso roquem roul.
Bom, taí o nosso myspace (clique na palavra, man!), release a algumas mini fotitas de divulgação.
Blues de girar o copo e jovem guarda de bolinhas de sabão; Esse é o Mini Blues, banda formada numa tarde de sol de junho de 2009, por Fabrício Nunes- guitarra e vocais, Bia Levy- contrabaixo e vocais e Paulo Braga-bateria, após encontros furtivos em corredores e gorós no bar do parque. Desse encontro musical aos poucos surgiram canções singelas e dançantes, além de uma Demo(níaca) de ensaio in estúdio. Com um som regado à jovem guarda, blues e rock and roll , o Mini Blues é biscoito fino que acabou de sair do forno para dar mais sabor à cena independente de Belém.
Influências:
As influências sugerem por uma tendência de jovem guarda, um pouco de soul, doses de surf music, blues e o próprio rock'n'roll. Sem inquietações, estresses, estafas e com uma bela sonoridade. Metade ursinhos carinhosos metade bluesera de girar o copo. Influências negativas: Pessoas que demoram para dar o troco, construções que parecem não acabar nunca, veículos que não usam o pisca-pisca ao dobrar, pré julgamentos, burocracia, transportes coletivos belenenses, fumaça de cigarro Derby, e goteiras.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
O show.
Tudo pronto. Desci do taxí e segui. Cabeça erguida, olhando em linha reta.
Na porta de entrada um painel em neon indicando as atrações da noite. Através de um adjetivo triste, minha trupe estava anunciada.- Bobos da corte?
Ao redor eles olhavam de soslaio.O ar era de superioridade e as risadas tornavam-se cada vez mais ensurdecedoras.Senti um peso sobre o meu corpo e a única coisa que eu pensei é que eu não poderia tropeçar naquele instante- é nessas horas que as gafes sempre acontecem- e como que por extinto, autopiedade, seja lá o que for, baixei a cabeça por um momento e me perguntei: 'Que porra que eu tô fazendo aqui?'
Como artista decadente antes mesmo do estrelato, como em um bar lotado em que ninguém te ouve, como uma jovem prostituta à perder o cabaço. Como a carne exposta aos belos anfitriões. Meus pés já estavam no primeiro degrau da escada do pequeno palco. Percebi que há muito os meus passos se davam em um grande palco e minha história era um show, um delicioso prato cheio para desocupados e maledicentes. -Não existe obra de arte melhor que a vida....Pulp-me.
Ao meu lado direito o meu guardião, no lado esquerdo o amigo sempre presente. Seus olhos brilhavam de deslumbre e medo.Ali éramos tão frágeis que mal podíamos nos defender.
Romanos pacientemente e especialmente esperando por nós.Sentei na borda do palco e acendi um cigarro. O olhar longe. Traguei tranquilamente, baforadas lentas em cada rosto que eu identificava sobre a névoa. Juntei toda a secreção barata que eu poderia sentir naquela hora e com toda a vontade eu cuspi. Em seguida, levantei lentamente, olhando para a única pessoa que me fazia sorrir. Permancemos parados por algum tempo, até ele lançar a primeira nota, que foi respondida com outra nota e um doce dueto de vozes começou. A nossa arte era muito dona de si para se contida por quem quer que fosse.E então a música se expandiu e atravessou toda a mediocridade.
Na porta de entrada um painel em neon indicando as atrações da noite. Através de um adjetivo triste, minha trupe estava anunciada.- Bobos da corte?
Ao redor eles olhavam de soslaio.O ar era de superioridade e as risadas tornavam-se cada vez mais ensurdecedoras.Senti um peso sobre o meu corpo e a única coisa que eu pensei é que eu não poderia tropeçar naquele instante- é nessas horas que as gafes sempre acontecem- e como que por extinto, autopiedade, seja lá o que for, baixei a cabeça por um momento e me perguntei: 'Que porra que eu tô fazendo aqui?'
Como artista decadente antes mesmo do estrelato, como em um bar lotado em que ninguém te ouve, como uma jovem prostituta à perder o cabaço. Como a carne exposta aos belos anfitriões. Meus pés já estavam no primeiro degrau da escada do pequeno palco. Percebi que há muito os meus passos se davam em um grande palco e minha história era um show, um delicioso prato cheio para desocupados e maledicentes. -Não existe obra de arte melhor que a vida....Pulp-me.
Ao meu lado direito o meu guardião, no lado esquerdo o amigo sempre presente. Seus olhos brilhavam de deslumbre e medo.Ali éramos tão frágeis que mal podíamos nos defender.
Romanos pacientemente e especialmente esperando por nós.Sentei na borda do palco e acendi um cigarro. O olhar longe. Traguei tranquilamente, baforadas lentas em cada rosto que eu identificava sobre a névoa. Juntei toda a secreção barata que eu poderia sentir naquela hora e com toda a vontade eu cuspi. Em seguida, levantei lentamente, olhando para a única pessoa que me fazia sorrir. Permancemos parados por algum tempo, até ele lançar a primeira nota, que foi respondida com outra nota e um doce dueto de vozes começou. A nossa arte era muito dona de si para se contida por quem quer que fosse.E então a música se expandiu e atravessou toda a mediocridade.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Segundo a astrologia, o inferno astral ocorre no mês que antecede o aniversário da pessoa. Bom, talvez essa já seja a prévia de Fevereiro, ou talvez o meu inferno astral seja constante, porque esse assunto não tem hora pra passar pela minha cabeça.Acontece que volta e meia eu me sinto ameaçada pela realidade que eu mesma escolhi. Eu digo isso com toda a propriedade: Eu tenho todos os motivos do mundo largar de mão e mandar se foder o Jornalismo.
Primeiro por ser uma profissão acossada pelos grandes anunciantes e políticos, anulando assim a sua principal função, que é a de mostrar os fatos como eles realmente são - e não como alguém quer que eles sejam.Certa vez eu li uma citação que dizia que só quem possui a tal liberdade de imprensa são os donos dos jornais. Essa aí todo mundo sabe,mas cabeça dura que eu sou insisti mesmo assim.
O segundo é essa romantização estúpida que os profissionais fazem . Aquela coisa 'Áh, agente tem que se sacrificar mesmo.A gente trabalha muito, ganha pouco, e não tem nenhuma garantia dentro da empresa, mas a vida é assim mesmo, faz parte da profissão ...' ´´Como se quizessem provar que jornalista bom é jornalista que se mata em prol da notícia. Eu me mato em prol de uma notícia também, se ela for real e não parcial. Mas quanto ao salário, eu não compactuo com isso necas- necas. Pra mim esse tipo de atitude subserviente é que perpetua essa relação desumana de poder.
Três.Eu tô me especializando, tô pagando uma nota preta pra aprimorar as minhas habilidades e ter respaldo para exercer a profissão. Dentro disso se incluem dois grandes absurdos: A não obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão e os salários que muitas vezes não ultrapassam o que tu gastastes com a faculdade.
Agora, pegue tudo isso e multiplique por 10 que você vai entender o drama. Sou estudante de jornalismo em Belém do Pará, onde existe um monopólio de comunicação ridículo Aqui, para conseguir uma vaguinha pra ser chamado de estagiário com tom de desdém é uma luta. Aqui, ser respeitado como profissional é coisa de outro mundo.Ganha-se mal (no mínimo tem que ter dois empregos para viver razoavelmente) e não há estabilidade alguma ou plano de carreira- A não ser é claro que o cara tenha sido indicado, ou seja um bom do puxa-saco, ou que abra as pernas pra editor chege, diretor, etc.
Mas o que é mais cômico no meio de toda essa sujeirada é ver o naipe de muitos profissionais explorados da comunicação. Todos em cima do salto.E é nessa hora que eu fico pensando: Como é que pode numa profissão que exige o contato direto com a comunidade, com o povão mesmo, ter tanto profissional metido a besta?
Sabe, a vontade que me dá é de mandar todo mundo ir a merda e cair fora. Pena que apesar de tudo isso, essa é a única coisa que eu sei fazer.
Primeiro por ser uma profissão acossada pelos grandes anunciantes e políticos, anulando assim a sua principal função, que é a de mostrar os fatos como eles realmente são - e não como alguém quer que eles sejam.Certa vez eu li uma citação que dizia que só quem possui a tal liberdade de imprensa são os donos dos jornais. Essa aí todo mundo sabe,mas cabeça dura que eu sou insisti mesmo assim.
O segundo é essa romantização estúpida que os profissionais fazem . Aquela coisa 'Áh, agente tem que se sacrificar mesmo.A gente trabalha muito, ganha pouco, e não tem nenhuma garantia dentro da empresa, mas a vida é assim mesmo, faz parte da profissão ...' ´´Como se quizessem provar que jornalista bom é jornalista que se mata em prol da notícia. Eu me mato em prol de uma notícia também, se ela for real e não parcial. Mas quanto ao salário, eu não compactuo com isso necas- necas. Pra mim esse tipo de atitude subserviente é que perpetua essa relação desumana de poder.
Três.Eu tô me especializando, tô pagando uma nota preta pra aprimorar as minhas habilidades e ter respaldo para exercer a profissão. Dentro disso se incluem dois grandes absurdos: A não obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão e os salários que muitas vezes não ultrapassam o que tu gastastes com a faculdade.
Agora, pegue tudo isso e multiplique por 10 que você vai entender o drama. Sou estudante de jornalismo em Belém do Pará, onde existe um monopólio de comunicação ridículo Aqui, para conseguir uma vaguinha pra ser chamado de estagiário com tom de desdém é uma luta. Aqui, ser respeitado como profissional é coisa de outro mundo.Ganha-se mal (no mínimo tem que ter dois empregos para viver razoavelmente) e não há estabilidade alguma ou plano de carreira- A não ser é claro que o cara tenha sido indicado, ou seja um bom do puxa-saco, ou que abra as pernas pra editor chege, diretor, etc.
Mas o que é mais cômico no meio de toda essa sujeirada é ver o naipe de muitos profissionais explorados da comunicação. Todos em cima do salto.E é nessa hora que eu fico pensando: Como é que pode numa profissão que exige o contato direto com a comunidade, com o povão mesmo, ter tanto profissional metido a besta?
Sabe, a vontade que me dá é de mandar todo mundo ir a merda e cair fora. Pena que apesar de tudo isso, essa é a única coisa que eu sei fazer.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Beleza à mesa.
Estávamos conversando ontem, meu amor e eu, sobre assuntos diversos, até que chegamos no tema beleza. Lembrei do concurso feito pela globo no final da década de 90 (acho que foi no fantástico), da mulher mais bela do século. A lista incluia personalidades globais como a Xuxa, Vera Ficher, Ana Paula Arósio, etc. Quem ganhou o prêmio foi a Maria Fernanda Cândido, que na época estava emplacando em Terra Nostra e que realmente é uma mulher muito bonita e que tem um charme peculiar. Mas será que essa beleza era suficiente pra considera-la a mulher mais bela do século xx? Eis a questão.
Desculpa Maria Fernanda, você é linda, mas houve uma influência determinante por parte da tal emissora de TV no resultado final do concurso. Influência essa que existe desde o surgimento da tv e que atua diretamente no comportamento e no pensamento dos telespectadores.
As belas mulheres dos dias de hoje, com lindas bundas à mostra, nem de longe se parecem com as belas de décadas atrás. E nisso não está implicito apenas a beleza física, mas a comportamental e psicológica.Isso me trouxe recordações de uma época em que eu não vivi, mas que tenho grande admiração: A era das grandes divas de cinema dos anos 50...
Elas eram mulheres de uma beleza e sensualidade singular, que hipnotizavam os homens e mulheres sem precisar se expor ou cair no ridículo. O glamour e o modo de se vestir valorizavam-as e transpareciam a feminilidade sem exagero. Este foi o padrão difundido pela mídia na época, mas era algo que afetava de maneira positiva o imaginário das pessoas. As mulheres procuravam manter a elegancia e o ar de mistério ao mesmo tempo em que se tornavam independentes.
Acontece que no final dessa fase de ouro das grandes divas, as mulheres enfim conseguiram a emancipação sexual, política, social e financeira. E isso foi um acontecimento fantástico! Mas calma, que é aí que mora o perigo e eu vou explicar, fazendo um breve panorama das mulheres e a mídia ao longo do tempo até chegar nos dias de hoje.
A grande mudança social que foi a emancipação feminina, se alastrou no ocidente e parte do oriente através dos grandes veículos de comunicação. O novo padrão social e estético foi difundido em propagandas para as mulheres modernas, revistas femininas, seriados,filmes etc. Nesse primeiro momento posso dizer que isso foi muito importante. Mas como nada é perfeito se tratando de veículos de comunicação de massa, depois da total absorção desse comportamento pelas pessoas, a mídia teve livre acesso para manipular e exibir esse conteúdo à sua maneira. É aí que entra a vulgarização da imagem da mulher.
Nessa época houve a grande ascensão da indústria pornográfica, das revistas masculinas entre outras coisas que contribuíram para esssa nova forma de ver a mulher. Então da década de 70 pra frente o padrão de mulher bela é de mulher exposta. A mulher dita bonita, é aquela que usa calças apertadas e decotes cavadíssimos, ou que não usa nada mesmo; É aquela que não tem elegancia alguma, mas é 'gostosa'.
Essa nova imagem deixa os homens loucos ao mesmo passo em que os mesmos desvalorizam a mulher. E a própria mulher acaba por se desvalorizar, tentando a todo custo chegar àquele patamar de beleza.
O pior é que para consolidar esse novo padrão, a indústria cultural se valeu das grandes questões feministas das décadas de 50 e 60: A liberdade sexual, o desprendimento, etc. Ao distorcer essas questões, os grandes veículos de comunicação tiraram as mulheres de uma posição revolucionária e colocaram-as em uma posição de vítimas, afetando totalmente o equilibrio emocional e comportamental das pessoas. A independencia feminina agora se tornou motivo para o fim do cavalheirismo (aquela velha frase imbecil, não eram vocês que queriam igualdade?), e para a desvalorização do corpo e da inteligência da mulher.
Essa confusão foi instaurada pela mídia e pela falta de preparo das pessoas em saber lidar com as informações passadas por esses veículos. O resultado disso hoje em dia, são mulheres vulgarizadas, desesperadas à procura de elgo que não existe, casamentos arruinados, homens que mais parecem cavalos( é, porque eles também foram desvalorizados), dancinhas das cachorras e por vaí...
Quem é mulher e está lendo isso aqui, ou mesmo quem é homem, já deve ter ouvido absurdos ao longo da sua existência. Aquela velha conversa de bar, a cantada barata, o cara que te leva pra cama e some,etc. Eu mesma já ouvi uma pérola e tanto- e não foi só uma vez : É, tu não és uma mulher vaidosa, né Bia? E isso apenas porque não faz parte da minha visão de feminilidade e sensualidade usar certos tipos de roupas ou me portar de certas maneiras. A beleza e a sensualidade estão na essência feminina, basta aflora-las, e é por isso que eu fico com o charme e o glamour das grandes divas, mulheres independentes e inteligentes e que tinham a seus pés os eternos e sedutores cavalheiros.
Desculpa Maria Fernanda, você é linda, mas houve uma influência determinante por parte da tal emissora de TV no resultado final do concurso. Influência essa que existe desde o surgimento da tv e que atua diretamente no comportamento e no pensamento dos telespectadores.
As belas mulheres dos dias de hoje, com lindas bundas à mostra, nem de longe se parecem com as belas de décadas atrás. E nisso não está implicito apenas a beleza física, mas a comportamental e psicológica.Isso me trouxe recordações de uma época em que eu não vivi, mas que tenho grande admiração: A era das grandes divas de cinema dos anos 50...
Elas eram mulheres de uma beleza e sensualidade singular, que hipnotizavam os homens e mulheres sem precisar se expor ou cair no ridículo. O glamour e o modo de se vestir valorizavam-as e transpareciam a feminilidade sem exagero. Este foi o padrão difundido pela mídia na época, mas era algo que afetava de maneira positiva o imaginário das pessoas. As mulheres procuravam manter a elegancia e o ar de mistério ao mesmo tempo em que se tornavam independentes.
Acontece que no final dessa fase de ouro das grandes divas, as mulheres enfim conseguiram a emancipação sexual, política, social e financeira. E isso foi um acontecimento fantástico! Mas calma, que é aí que mora o perigo e eu vou explicar, fazendo um breve panorama das mulheres e a mídia ao longo do tempo até chegar nos dias de hoje.
A grande mudança social que foi a emancipação feminina, se alastrou no ocidente e parte do oriente através dos grandes veículos de comunicação. O novo padrão social e estético foi difundido em propagandas para as mulheres modernas, revistas femininas, seriados,filmes etc. Nesse primeiro momento posso dizer que isso foi muito importante. Mas como nada é perfeito se tratando de veículos de comunicação de massa, depois da total absorção desse comportamento pelas pessoas, a mídia teve livre acesso para manipular e exibir esse conteúdo à sua maneira. É aí que entra a vulgarização da imagem da mulher.
Nessa época houve a grande ascensão da indústria pornográfica, das revistas masculinas entre outras coisas que contribuíram para esssa nova forma de ver a mulher. Então da década de 70 pra frente o padrão de mulher bela é de mulher exposta. A mulher dita bonita, é aquela que usa calças apertadas e decotes cavadíssimos, ou que não usa nada mesmo; É aquela que não tem elegancia alguma, mas é 'gostosa'.
Essa nova imagem deixa os homens loucos ao mesmo passo em que os mesmos desvalorizam a mulher. E a própria mulher acaba por se desvalorizar, tentando a todo custo chegar àquele patamar de beleza.
O pior é que para consolidar esse novo padrão, a indústria cultural se valeu das grandes questões feministas das décadas de 50 e 60: A liberdade sexual, o desprendimento, etc. Ao distorcer essas questões, os grandes veículos de comunicação tiraram as mulheres de uma posição revolucionária e colocaram-as em uma posição de vítimas, afetando totalmente o equilibrio emocional e comportamental das pessoas. A independencia feminina agora se tornou motivo para o fim do cavalheirismo (aquela velha frase imbecil, não eram vocês que queriam igualdade?), e para a desvalorização do corpo e da inteligência da mulher.
Essa confusão foi instaurada pela mídia e pela falta de preparo das pessoas em saber lidar com as informações passadas por esses veículos. O resultado disso hoje em dia, são mulheres vulgarizadas, desesperadas à procura de elgo que não existe, casamentos arruinados, homens que mais parecem cavalos( é, porque eles também foram desvalorizados), dancinhas das cachorras e por vaí...
Quem é mulher e está lendo isso aqui, ou mesmo quem é homem, já deve ter ouvido absurdos ao longo da sua existência. Aquela velha conversa de bar, a cantada barata, o cara que te leva pra cama e some,etc. Eu mesma já ouvi uma pérola e tanto- e não foi só uma vez : É, tu não és uma mulher vaidosa, né Bia? E isso apenas porque não faz parte da minha visão de feminilidade e sensualidade usar certos tipos de roupas ou me portar de certas maneiras. A beleza e a sensualidade estão na essência feminina, basta aflora-las, e é por isso que eu fico com o charme e o glamour das grandes divas, mulheres independentes e inteligentes e que tinham a seus pés os eternos e sedutores cavalheiros.
Catarine Deneuve
Elizabeth Taylor
Brigite Bardot
Batty Davis.
Greta Garbo.
Marilyn Monroe.
* Na primeira foto é a Grace kelly.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Feliz aniversário!
Hoje este singelo blog está comemorando 1 ano!
Nesse curto período foram publicados textos autorais sobre curiosidades, música, movimentos sociais e também crônicas, poemas e causos do cotidiano.
Confesso que larguei ele de mão várias vezes, escrevi pouco, entre outras coisas. Mas mesmo assim, sou feliz com o conteúdo dele e espero continuar tendo idéias e tempo para escrever coisas legais, que informem e distraiam, como o próprio nome do blog propõe.
Sem mais firoulas, parabéns e muitos franguinhos giradores!
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