Existem momentos na vida em que a melhor solução é seguir o ritmo da maré. Pra que relutar quando ela pode te dá o melhor caminho?
Quando a gente se propõe a viver o que não se pode apreender temos belos riscos de errar e aprender, ou acertar e preencher o rosto de sorrisos.Quando não se cobra do outro, ou mesmo da gente, conseguimos reconhecer a humanidade -e porque não dizer- a beleza dos nossos erros e defeitos.
Assim a gente delicadamente se distrai e a vida acontece...
Não há de novo nessas palavras, mas valem pra dizer que não há nada de ultrapassado no meu coração.
"Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade".
(Frida Kahlo)
(Frida Kahlo)
sábado, 29 de janeiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Sentia algo completamente íntimo, solitário e doído. Algo que pelo seu teor, escapou de minhas mãos algumas vezes, chegando ao saber de outros. E por mais que eu não deixasse mais escapar- e mesmo que nunca tivesse deixado, era algo tão íntimo que transparecia em meu olhar.
As vezes em que me olhei no espelho nesses momentos reveladores, não consegui encontrar a clareza. Talvez porque a gente nunca se conheça tanto quanto acha. Talvez porque a profundeza dos nossos sentimentos seja tão nossa que nós mesmos desconhecemos.
Diante do espelho, o que vi em meus olhos não representavam por um segundo aquele sentimento íntimo-e por isso tão doloroso- que carregara em meu peito; Pois de tão íntimo meus olhos congelaram. E por mais que qualquer um entendesse o que se passava neste olhar, nunca conseguiria apreende-lo.
As vezes em que me olhei no espelho nesses momentos reveladores, não consegui encontrar a clareza. Talvez porque a gente nunca se conheça tanto quanto acha. Talvez porque a profundeza dos nossos sentimentos seja tão nossa que nós mesmos desconhecemos.
Diante do espelho, o que vi em meus olhos não representavam por um segundo aquele sentimento íntimo-e por isso tão doloroso- que carregara em meu peito; Pois de tão íntimo meus olhos congelaram. E por mais que qualquer um entendesse o que se passava neste olhar, nunca conseguiria apreende-lo.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Útero
Contraíndo, descamando, manipulando
És o que define e o que destrói.
Feminilidade do fundo do folículo, ora inerme, ora desbravador.
Dentro de nós és homem, enlouquece, causa dor
e faz mulher
Prazer em ser a órbita da vida
e do sexo.
És sangue
que alheio a beleza
Emerge entre cólicas e pêlos todos os defeitos da mulher dita perfeita
Perséfone
que grita das suas entranhas
os desejos definidos por homônios.
És o temperamento
o sabor das imcompreensíveis
- porém inesquecíveis
fêmeas.
És o que define e o que destrói.
Feminilidade do fundo do folículo, ora inerme, ora desbravador.
Dentro de nós és homem, enlouquece, causa dor
e faz mulher
Prazer em ser a órbita da vida
e do sexo.
És sangue
que alheio a beleza
Emerge entre cólicas e pêlos todos os defeitos da mulher dita perfeita
Perséfone
que grita das suas entranhas
os desejos definidos por homônios.
És o temperamento
o sabor das imcompreensíveis
- porém inesquecíveis
fêmeas.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Esquecimento

Agora consigo lembrar o que é importante.
Como alguém que voltou pra casa depois de um longo tempo fora.
Cada recomeço lembra um cheiro, um clima, um sabor.
Dejavú inverso.
Abraço os doces momentos em minha memória, e deixo pra trás o que não cabe, pois a felicidade está no esquecimento da ausencia dela. E o perdão está no canto do sorriso.
domingo, 21 de novembro de 2010
Amortecedor.
Em noites assim dá vontade de me misturar com o tecido do meu colchão. Que ele envolva o meu corpo, de maneira que fiquemos uniformes. Beje, sem vida e sem sonhos.
Que me esconda além dos momentos que eu estou sob ele, para que não precise mais absorver secreções oculares e nem sentir o peso da minha dor.
Assim, poderei ser pluma, mola, espuma, seja lá o que for. Qualquer delicadeza que arranque um suspiro ou sorriso alheio. Qualquer bom porto para um descanso. Qualquer escape, para noites como esta.
Que me esconda além dos momentos que eu estou sob ele, para que não precise mais absorver secreções oculares e nem sentir o peso da minha dor.
Assim, poderei ser pluma, mola, espuma, seja lá o que for. Qualquer delicadeza que arranque um suspiro ou sorriso alheio. Qualquer bom porto para um descanso. Qualquer escape, para noites como esta.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Umaguma,
Ele olha o relógio, olha pra ela. As luzes nas frestas anunciam a despedida. Não temos mais tempo.Cigarro aceso, banho gelado.Resignados, abraçam o cotidiano voraz. Querem chegar em algum lugar ; O lugar que leve-os à eles mesmos.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Nublado - mas sempre belo.
Se eu não sei mais de mim, quero andar por aí, saber sobre o mundo, sobre vocês e construir algo bom pra nós.
Quem sabe assim eu possa me reconstruir também.
Como é belo o amor, e como ele tem o poder de transformar, até quando o tempo está fechado para quem sente.
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